Hoje trago o relato do nascimento do José, que veio ao mundo prematuro (36 semanas). Ele é filho da Victória e do Márcio, casal super empoderado que veio de Guaíra a Cascavel só pra ter o nascimento do seu filho respeitado. Segue o relato escrito por ela:
"Com 4 meses de gestação troquei de médico e de Umuarama partimos para cascavel em busca de uma equipe humanizada para ter o meu tão sonhado parto natural, Conheci primeiro a Mari, anjo de pessoa, mulher abençoada que me trouxe ainda mais segurança, e deixei para conhecer a Honi quando completasse 37 semanas,
Estava tudo certo e combinado, Mas no dia em que completei 36 semanas minha bolsa rompeu e comecei a perder liquido, Nosso menino resolveu adiantar e nos pegou de surpresa, Arrumamos nossas coisas e fomos para cascavel, Chegando la almoçamos no Mc’Donalds (na maior tranquilidade kk) e depois fomos para o hospital, Estava com contrações frequentes, mas sem ritmo e sem dor, Por volta das 9 da noite as contrações começaram a ficar bem doloridas, de madrugada pioraram, e logo pela manha estavam super intensas.
Relaxar na bola, no chuveiro, comer e cochilar foram essenciais pra que eu me mantivesse ativa durante o trabalho de parto, Quase na hora do almoço resolvi ir pro chuveiro de novo e la começam os puxos, A honi fez o toque e viu que o José estava chegando, Então correu chamar o pediatra e o obstetra, Fui para a banqueta de parto, e depois de 26 horas de bolsa rota e mais de 12 horas de trabalho de parto ativo, as 11:43 do dia 1 abril, nasceu nosso bebe com 2,400g e 43,5 cm,
Veio direto para o meu colo, rosadinho, quentinho, cheio de vernix, O pediatra o examinou no meu colo, nota 9/10, Fomos para a cama e la ficamos coladinhos por mais de 2 horas, Nesse tempo ele mamou e eu ganhei almoço na boca dado pela Mari (um mimo só *-* ). Só depois desse período que ele foi medido e pesado.
Levantei e fui tomar um delicioso banho, com direito a lavar a cabeça e tudo, Estava renovada , sem dor alguma, sem cortes, sem pontos, estava 100%. O tempo do meu bebe foi respeitado, Ele não recebeu nitrato de prata nos olhinhos, Não precisou de uti neo mesmo sendo prematuro, por conta das contrações que forçaram o amadurecimentos dos pulmões, E tomou banho somente 23 horas depois de nascido (no apartamento, com mamãe e papai assistindo e recebendo instruções da enfermeira), foi recebido com todo o respeito!! Meu sonho se realizou.
Entre minha mãe, sogra, tias e primas fui a primeira a ter um parto normal, a pressão para recorrer a cesárea foi grande, mas estava certa do que eu queria, Eu sempre acreditei na minha capacidade de parir. Não deixei ninguém me colocar medo.
Quando me perguntam: Doeu? Sim, doeu pra caramba! O expulsivo então colega, é punk!
Deu vontade de desistir? No final até que deu, mas 5 minutos depois meu bebe já estava nos meus braços. Faria de novo? Já estou imaginando como será o próximo
Meu agradecimento especial vai para Deus, pois ele colocou a melhor doula e a melhor enfermeira obstetra no meu caminho, meninas vocês são nota 1000, Temos um carinho imenso por vocês, mas também né,.. com tanta ocitocina envolvida, não tem como não amar kk As duas moram nos nossos corações
Toda mulher merece uma doula.
Toda mulher merece uma enfermeira obstetra.
Todo bebe merece nascer com respeito."
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sexta-feira, 3 de julho de 2015
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Relato do Nascimento do Gustavo (08/12/14)
Nasceu o Gustavo!!!! =D
A Fran Lenser frequentou o GestaCascavel desde o começo da
gestação. Leu, se informou, aprendeu... até descobriu que algumas dificuldades
que ela trazia consigo poderiam atrapalhar o seu parto. E foi buscar soluções,
não se acomodou. Estava pronta, liberada, sem medos ou traumas.
Depois de um fim de semana muito agitado dentro da barriga,
com exatas 40 semanas de gestação, o Gustavo deu sinais de que queria nascer. A
Fran me ligou de manhãzinha, conversamos, ela estava com contrações irregulares
ainda, e combinamos que ela iria tomar café da manhã, ia pro chuveiro, e quando
precisasse de mim iria me chamar.
Quando as contrações ritmaram nos encontramos no hospital, a
Honielly também chegou e fez um toque: 4 centímetros, colo fino. A Fran estava
super tranquila, forte, à vontade. O marido Evandro Krefta super presente, com
toda a paciência e bom humor.
As contrações foram aumentando devagar... começaram a durar
mais, ficar mais próximas, e já arrancavam alguns “ais” da Fran. Ela dançou,
ganhou beijinhos do marido, ouviu o corpo, foi pro chuveiro, comeu, esperou, se
entregou... Ao meio dia o Dr. Juliano
fez um novo toque: 6 cm.
Conversamos, e eu lembrei ela que ela estava tendo
contrações com intensidade compatível a 6 cm. Pra chegar aos 8 cm, ela sentiria
contrações com mais intensidade, compatíveis com 8 cm... Quando as contrações
apertavam, ela ia pro chuveiro, e elas acalmavam um pouco. Depois de descansar
um pouco, ela saia, se movimentavam, ganhava massagem, ouvia música...
Novo toque às 14h: 8 cm. O Dr. Juliano calculou mais umas 4 horas de trabalho de parto. E o corpo da Fran foi pedindo descanso. Ela sentia sono, entre as contrações bocejava. Abaixamos as luzes, ela deitou de lado, e descansou. As contrações deram uma trégua, vinham a cada 4 ou 5 minutos, e ela aproveitava os intervalos pra dormir. De repente, elas voltaram a ficar intensas. Tão intensas que levaram a Fran pra partolândia. Ela ficava com os olhos fechados, dizia que não estava conseguindo, que a dor estava muito forte, e já não sabia se ia dar conta. Pediu analgesia (nessa hora, ela ficou BRAVA comigo, porque eu falei que ela podia ir pro chuveiro, que ia ajudar, e que ela não precisaria da analgesia! Pensa numa cara de brava!!).
A Honielly perguntou se poderia fazer um toque, porque as
contrações tinham acelerado mais e ela suspeitou que a dilatação já estava
avançada. Batata. Ela estava com a dilatação quase completa!! 9 para 10 cm.
(tava explicado taaaanta dor, né, Fran???) A Fran abriu um sorriso, como há
algum tempo já não dava, e tomou nova coragem pra continuar. Foi pro chuveiro,
que é a melhor analgesia. Lá descansou novamente, curtiu a água quente,
relaxou, e lá mesmo começaram os puxos. Depois disso, tudo aconteceu muito
rápido.
Voltamos para o quarto, ela ficou um pouco em pé apoiada na
cama, e resolveu sentar na banqueta de parto. O Evandro atrás dela apoiando,
ela completamente concentrada, de olhos fechados, e tocando as músicas que ela
escolheu pro nascimento. A Honi e o Dr. Juliano estavam tranquilos ajeitando os
materiais, quando veio uma contraçãozona, e o Gustavo coroou! “Honi, pega a
luva!”. Na próxima contração veio a cabeça, e na seguinte veio o corpinho! Ele
nasceu às 17:45h, pesou 3.350g e mediu 51cm. Claro que o papai chorou, e os
dindos babões (que estavam do lado de fora acompanhando tudo) também! =D
Ao todo, acho que ela não teve nem 20 contrações com puxos.
Foi um expulsivo muito rápido, mas apesar disso ela teve uma laceração beeeeem
pequenininha. Só 3 pontinhos, e beleza. O Gustavo ficou no colo dela o tempo
todo, o pediatra não tirou nem pra avaliar. A Fran amamentou o Gu, colocou
fraldinha nele, depois jantou e foi tomar banho (sozinha!). Nem parecia que
tinha acabado de ter um bebê. Estava plena, feliz, radiante!
As visitas já foram chegando em seguida, e ela já estava
toda cheirosa na poltrona dando mamá pro Gustavo de novo. Como se nada tivesse
acontecido! =D
Fran e Evandro... vocês sabem o quanto a chegada do Gustavo
transformou a vida de vocês!!! E eu fico imensamente feliz por poder ter
participado um pouquinho desse momento!! Obrigada pela confiança... e obrigada
por me permitirem estar com vocês!!! =D
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Relato do Parto da Gabriela (07/12/14) - escrito por ela
"Costumo dizer que meu trabalho de parto começou há cerca de quatro anos quando conheci a Ciência do Início da Vida, uma pesquisa profunda sobre a concepção consciente desenvolvida pela Médica Psiquiatra Eleanor Madruga Luzes. Ali descobri um mundo de informações poderosas sobre as consequências físicas e emocionais do parto e decidi que me prepararia para um parto natural. Ah!!! e nessa altura ainda nem conhecia o pai da criança, que só entrou na minha vida anos depois.
Iniciei assim minha jornada de curas pessoais e a descoberta de traumas que eu carregava desde meu nascimento, sendo que o ponto alto do processo aconteceu dias antes da chegada do Arthur.
Tudo corria muito bem durante a gestação, desde os quatro meses eu já sentia as contrações de treinamento e assim chegamos na 42ª semana de gravidez. No limite da espera recebi a opção de induzir o parto através de um procedimento em que seria implantada uma sonda para uma estimulação mecânica do meu colo uterino; Horas antes do procedimento, que me assustava um pouco, resolvi saber o sentido biológico do meu colo do útero não responder aos sinais que a gestação induz, descobri então que o colo do útero, segundo a medicina germânica, é um dos órgãos, que armazena informações de vínculo afetivo, frustações e decepções amorosas. Portanto, o melhor estímulo e comando biológico positivo é a relação sexual... Bastou a informação para que eu cancelasse a indução e conversasse com meu marido Rodrigo, rumo ao consultório.
Informamos o médico e marcamos a cesariana dentro de dois dias. No regresso para casa, mais uma longa conversa e, como casal, decidimos retomar o namoro e a entrega sincera um para outro, então comprometidos nos últimos meses de gestação pelo desconforto de todas as mudanças impostas pela gravidez; Tudo isso aconteceu na noite de sexta-feira, dia 05/12 e na madrugada de sábado para domingo, às 3 da manhã minha bolsa se rompeu e iniciei o trabalho de parto.
Antes disso, ainda na manhã de sábado, dia 06/12, foi dado outro passo importante para minha total liberação para o parto natural, recebi um telefonema da minha mãe dizendo que havia lido numa reportagem várias orientações para a mulher evoluir bem num parto natural e uma das dicas era fazer amor. Naquele momento senti as bênçãos dela, como se dissesse, “filha apesar do meu medo, do trauma que passei no seu parto (fórceps) e do risco de quase morrer e perder você naquele momento, a mãe abençoa e confia que você pode”; Chorei muito e senti que eu finalmente era capaz e estava pronta para ajudar nosso pequeno vir ao mundo.
Da madrugada de domingo, 07/12, as contrações ainda me deixaram dormir até as nove da manhã e às 13 horas comecei a sentir a dor mais intensa e pedi para o Rodrigo chamar a equipe do parto domiciliar. Como já havia ensaiado algumas vezes entrar em trabalho de parto, o maridão me convenceu a esperar as contrações ritmarem.
Às 14 horas pedi “arrego” e implorei pela equipe, em nosso quarto junto com o Rodrigo, chamei por Deus e Jesus algumas vezes e sentia a proteção espiritual o tempo todo; Resolvi ir para sala na companhia de minha mãe e da amiga Aline Chitto que registrava todo o processo.
Ao ouvir a voz da querida Honielly, nossa enfermeira obstetra, senti a contração mais forte até então e percebi que estava apenas aguardando sua chegada e a segurança da sua presença para evoluir e receber o Arthur. Sua assistente naquele dia, a também enfermeira Dedé Luz, chegou até mim na cama e tive uma contração tão forte que pedi para levantar, quase fui ao chão, a Hony perguntou, “o que foi isso?” Eu respondi meio desesperada, “Hony senti um puxo!” Ouvi ela dizer “ei papai, ela tá merecendo um toque”, já passava das três da tarde e eu estava com 9,5 cm de dilação... nem acreditei... a Hony também ficou surpresa.
Começou então uma correria para deixar tudo certo, a amiga Sarah Valente também nos apoiava e ajudava a colocar mais água quente na piscina que estava na sala de casa. Durante toda a gravidez sonhei com água, querendo estar na água doce e salgada, mas não imaginava um parto na água; Naquela altura tinha dúvidas se queria ir ou não para a banheira porque sentia que se entrasse não conseguiria mais sair, foi então que meu marido me lembrou dos sonhos e me convenceu.
Na piscina sentia medo da água quente baixar minha pressão e eu perder as forças, queria toalha de água gelada na cabeça e na nuca, o que me aliviava muito. Não achava posição, tinha medo do bebê cair no chão (hehehe) e quando não esperava mais ter a presença da minha doula no parto (em viagem fora da cidade) ela me surpreende e chega em casa por volta das 17 horas. Grata Surpresa!
A querida Marieli assumiu o comando do rebozo, tecido usado naquela hora para que eu me apoiasse e fizesse força. Então as contrações tomaram conta do meu corpo e sentidos, a força da natureza se apresentou como nunca, eu pouco controlava algo, apenas me deixava levar pela força da contração que me tirava a consciência e me levava para um lugar onde o que importava era apenas acompanhar meu corpo, sábio e cuidadoso.
Era como se meu útero soubesse meu limite, eu até queria continuar a força em cada puxo, mas era controlada pelo corpo que parecia dizer, “calma, já foi o suficiente, se recupere para a próxima”, eu respirava fundo e quando a contração chegava eu pedia o rebozo e dizia, “vamos lá, vem mais uma!”, sentia ali uma força, a certeza de que agora vai, não tem volta, está acontecendo... Foi então que alguém disse, “está sentindo o círculo de fogo”, eu disse, “O que? O que é isso?”, não bastasse aquela dor ainda tinha um círculo de fogo! Já chorei de rir lembrando disso; Então me explicaram que é a ardência na vagina quando o bebê está passando a cabecinha... hummmm, explicado e tudo bem se ainda tinha isso, vamos lá né, quem disse que seria fácil?
A certa altura eu já em outro mundo perguntei, “Mas que horas vou sentir o tal negócio do sol?” A equipe, “ do sol?” ela deve estar falando do círculo de fogo... (hahahaha), imagina só; A partir de então eu precisava muito saber se estava indo bem e meu marido percebeu, mudou de posição junto a banheira e pôde ver tudo de frente e então começou a me conduzir dizendo que estava vendo coroar, o cabelinho, a cabecinha e me fortalecia a cada contração; Foi decisivo receber essa força!
Para minha surpresa o tal círculo de fogo foi a melhor hora do parto... ardeu, doeu, mas foi a melhor de todas as dores! Eu consegui! Nós conseguimos... então recebi a instrução de não fazer mais força, a contração viria a o corpo saberia o que fazer... doce ilusão... nosso príncipe, com seus 4 kg e 55 centímetros, ao iniciar a saída do corpo era tão comprido que eu senti que precisava ajudar fazendo minha última grande força... e ele nasceu, às 18h05 do domingo (07/12/14)! Foi amparado pelo papai... o primeiro a segurá-lo. Das mãos dele para meu colo, num choro mais que forte e contínuo.
Eu olhei para o pai, para as amigas e profissionais que nos acompanhavam... foi a realização do sonho de uma vida inteira. Nove meses de convivência e o primeiro encontro olho no olho! Quanta realização! Assim o Arthur foi bem vindo e recebido em seu lar, sem nenhuma intervenção, com os pais mais unidos que nunca. Um milagre que devemos a criação divina e a todos os seres espirituais que nos ampararam.
Depois disso a mamãe passou por um procedimento cirúrgico no hospital para a retirada da placenta, que era 3 vezes maior que o tamanho normal e estava presa no útero... uma outra história que tem seus significados e com certeza será contada em breve. Nossa gratidão também ao médico Juliano Stiegemeier que nos atendeu em pleno domingo e respeitou todo nosso processo de escolha e convicção.
Hoje estamos em casa comemorando o nascimento do nosso príncipe Arthur, um vitorioso e abençoado bebê!
Grande beijo a todos... em especial a minha generosa mãe, avós, bisavós e todas as mulheres do meu sistema familiar que com certeza comemoram conosco essa conquista!"
Iniciei assim minha jornada de curas pessoais e a descoberta de traumas que eu carregava desde meu nascimento, sendo que o ponto alto do processo aconteceu dias antes da chegada do Arthur.
Tudo corria muito bem durante a gestação, desde os quatro meses eu já sentia as contrações de treinamento e assim chegamos na 42ª semana de gravidez. No limite da espera recebi a opção de induzir o parto através de um procedimento em que seria implantada uma sonda para uma estimulação mecânica do meu colo uterino; Horas antes do procedimento, que me assustava um pouco, resolvi saber o sentido biológico do meu colo do útero não responder aos sinais que a gestação induz, descobri então que o colo do útero, segundo a medicina germânica, é um dos órgãos, que armazena informações de vínculo afetivo, frustações e decepções amorosas. Portanto, o melhor estímulo e comando biológico positivo é a relação sexual... Bastou a informação para que eu cancelasse a indução e conversasse com meu marido Rodrigo, rumo ao consultório.
Informamos o médico e marcamos a cesariana dentro de dois dias. No regresso para casa, mais uma longa conversa e, como casal, decidimos retomar o namoro e a entrega sincera um para outro, então comprometidos nos últimos meses de gestação pelo desconforto de todas as mudanças impostas pela gravidez; Tudo isso aconteceu na noite de sexta-feira, dia 05/12 e na madrugada de sábado para domingo, às 3 da manhã minha bolsa se rompeu e iniciei o trabalho de parto.
Antes disso, ainda na manhã de sábado, dia 06/12, foi dado outro passo importante para minha total liberação para o parto natural, recebi um telefonema da minha mãe dizendo que havia lido numa reportagem várias orientações para a mulher evoluir bem num parto natural e uma das dicas era fazer amor. Naquele momento senti as bênçãos dela, como se dissesse, “filha apesar do meu medo, do trauma que passei no seu parto (fórceps) e do risco de quase morrer e perder você naquele momento, a mãe abençoa e confia que você pode”; Chorei muito e senti que eu finalmente era capaz e estava pronta para ajudar nosso pequeno vir ao mundo.
Da madrugada de domingo, 07/12, as contrações ainda me deixaram dormir até as nove da manhã e às 13 horas comecei a sentir a dor mais intensa e pedi para o Rodrigo chamar a equipe do parto domiciliar. Como já havia ensaiado algumas vezes entrar em trabalho de parto, o maridão me convenceu a esperar as contrações ritmarem.
Às 14 horas pedi “arrego” e implorei pela equipe, em nosso quarto junto com o Rodrigo, chamei por Deus e Jesus algumas vezes e sentia a proteção espiritual o tempo todo; Resolvi ir para sala na companhia de minha mãe e da amiga Aline Chitto que registrava todo o processo.
Ao ouvir a voz da querida Honielly, nossa enfermeira obstetra, senti a contração mais forte até então e percebi que estava apenas aguardando sua chegada e a segurança da sua presença para evoluir e receber o Arthur. Sua assistente naquele dia, a também enfermeira Dedé Luz, chegou até mim na cama e tive uma contração tão forte que pedi para levantar, quase fui ao chão, a Hony perguntou, “o que foi isso?” Eu respondi meio desesperada, “Hony senti um puxo!” Ouvi ela dizer “ei papai, ela tá merecendo um toque”, já passava das três da tarde e eu estava com 9,5 cm de dilação... nem acreditei... a Hony também ficou surpresa.
Começou então uma correria para deixar tudo certo, a amiga Sarah Valente também nos apoiava e ajudava a colocar mais água quente na piscina que estava na sala de casa. Durante toda a gravidez sonhei com água, querendo estar na água doce e salgada, mas não imaginava um parto na água; Naquela altura tinha dúvidas se queria ir ou não para a banheira porque sentia que se entrasse não conseguiria mais sair, foi então que meu marido me lembrou dos sonhos e me convenceu.
Na piscina sentia medo da água quente baixar minha pressão e eu perder as forças, queria toalha de água gelada na cabeça e na nuca, o que me aliviava muito. Não achava posição, tinha medo do bebê cair no chão (hehehe) e quando não esperava mais ter a presença da minha doula no parto (em viagem fora da cidade) ela me surpreende e chega em casa por volta das 17 horas. Grata Surpresa!
A querida Marieli assumiu o comando do rebozo, tecido usado naquela hora para que eu me apoiasse e fizesse força. Então as contrações tomaram conta do meu corpo e sentidos, a força da natureza se apresentou como nunca, eu pouco controlava algo, apenas me deixava levar pela força da contração que me tirava a consciência e me levava para um lugar onde o que importava era apenas acompanhar meu corpo, sábio e cuidadoso.
Era como se meu útero soubesse meu limite, eu até queria continuar a força em cada puxo, mas era controlada pelo corpo que parecia dizer, “calma, já foi o suficiente, se recupere para a próxima”, eu respirava fundo e quando a contração chegava eu pedia o rebozo e dizia, “vamos lá, vem mais uma!”, sentia ali uma força, a certeza de que agora vai, não tem volta, está acontecendo... Foi então que alguém disse, “está sentindo o círculo de fogo”, eu disse, “O que? O que é isso?”, não bastasse aquela dor ainda tinha um círculo de fogo! Já chorei de rir lembrando disso; Então me explicaram que é a ardência na vagina quando o bebê está passando a cabecinha... hummmm, explicado e tudo bem se ainda tinha isso, vamos lá né, quem disse que seria fácil?
A certa altura eu já em outro mundo perguntei, “Mas que horas vou sentir o tal negócio do sol?” A equipe, “ do sol?” ela deve estar falando do círculo de fogo... (hahahaha), imagina só; A partir de então eu precisava muito saber se estava indo bem e meu marido percebeu, mudou de posição junto a banheira e pôde ver tudo de frente e então começou a me conduzir dizendo que estava vendo coroar, o cabelinho, a cabecinha e me fortalecia a cada contração; Foi decisivo receber essa força!
Para minha surpresa o tal círculo de fogo foi a melhor hora do parto... ardeu, doeu, mas foi a melhor de todas as dores! Eu consegui! Nós conseguimos... então recebi a instrução de não fazer mais força, a contração viria a o corpo saberia o que fazer... doce ilusão... nosso príncipe, com seus 4 kg e 55 centímetros, ao iniciar a saída do corpo era tão comprido que eu senti que precisava ajudar fazendo minha última grande força... e ele nasceu, às 18h05 do domingo (07/12/14)! Foi amparado pelo papai... o primeiro a segurá-lo. Das mãos dele para meu colo, num choro mais que forte e contínuo.
Eu olhei para o pai, para as amigas e profissionais que nos acompanhavam... foi a realização do sonho de uma vida inteira. Nove meses de convivência e o primeiro encontro olho no olho! Quanta realização! Assim o Arthur foi bem vindo e recebido em seu lar, sem nenhuma intervenção, com os pais mais unidos que nunca. Um milagre que devemos a criação divina e a todos os seres espirituais que nos ampararam.
Depois disso a mamãe passou por um procedimento cirúrgico no hospital para a retirada da placenta, que era 3 vezes maior que o tamanho normal e estava presa no útero... uma outra história que tem seus significados e com certeza será contada em breve. Nossa gratidão também ao médico Juliano Stiegemeier que nos atendeu em pleno domingo e respeitou todo nosso processo de escolha e convicção.
Hoje estamos em casa comemorando o nascimento do nosso príncipe Arthur, um vitorioso e abençoado bebê!
Grande beijo a todos... em especial a minha generosa mãe, avós, bisavós e todas as mulheres do meu sistema familiar que com certeza comemoram conosco essa conquista!"
| No hospital, após a retirada da placenta |
sábado, 29 de novembro de 2014
Relato do parto da Márcia - 01/10/14 (escrito por ela)
Esse relato de parto é muito especial. Foi escrito por uma mãe que foi conduzida a uma cesárea na sua primeira gestação, e conseguiu encontrar os caminhos para que o nascimento do seu segundo filho fosse completamente diferente. =D A Márcia Peiter teve todos os motivos do mundo para desistir de receber seu filho naturalmente, mas decidiu ouvir aquela voz lá dentro que dizia que tudo daria certo!!!
Segue o relato escrito por ela:
"Em fevereiro, quando descobri que estava grávida, não me passou outra coisa pela cabeça senão: ‘dessa vez o parto será normal’. E eu sabia que teria que lutar muito por isso. Com 28 semanas, mudei de GO, após ouvir dele: ‘eu não faço essas coisas (parto humanizado) e você já tem a cicatriz da cesárea, podemos aproveita-la’.
Na primeira consulta com o novo GO fiquei muito feliz com o apoio total ao parto humanizado, já que eu havia conversado a enfermeira obstetra Honi e a doula Mari e sabia que teria uma equipe maravilhosa para me acompanhar. Final da consulta. Aferição da PA: 160/110mmhg. Bateria de exames. Proteinúria alta. Meu plano A acabava de ir por terra: o parto domiciliar. O diagnóstico de pré-eclâmpsia me assustou muito no início, pelo fato de ter lido muito sobre hipertensão na gestação e indicação na maioria dos casos era interrupção com 37 semanas. Mas algo sempre me dizia que tudo daria certo.
Com 36 semanas, fiquei 3 dias internada para monitorar a PA, que se manteve 14/9 com medicação. As próximas semanas se tornaram uma tortura, pois se a qualquer momento a pressão subisse acima desse valor, seria novo internamento+cesárea. Tudo se manteve sob controle até 39 semanas e foi quando a proteinúria aumentou muito. Naquela sexta-feira, com 39+3, eu havia decidido juntamente com a equipe induzir o PN, mesmo meu GO sempre insistindo que seria um procedimento arriscado. Seria iniciada a indução no sábado, com a preparação mecânica do colo.
No sábado quando acordei, algo me dizia que deveria esperar, e seguindo minha intuição, remarquei para segunda. Passei o final de semana torcendo para que se iniciasse o PN sem nenhuma intervenção, e nada de contrações. Plano B por terra também: PN sem indução. Antes de por a sonda, um toque foi realizado e 3cm de dilatação constatado!! Era o Bernardo dando sinal de que a hora estava chegando! A sonda foi colocada mesmo sem expectativa que iria dar certo (na verdade ela é colocada para alcançar 3cm). E realmente não deu certo!! (ufa) Não precisou dela... Na terça a noite, com 40 semanas completas, novo toque pela Honi em casa e para nossa surpresa:8 cm !! Não acreditamos. Vibramos. Depois de 2
dias de contrações espaçadas e sem ritmo, ali eu soube que estava em TP, com 3
contrações a cada 10 minutos.
Com ‘calma’ (se é que a ansiedade permitia) nos preparamos, eu e o Everton, e fomos para o hospital às 22h30. A Julinha ficou com a vóem casa. Muitas
contrações no caminho recepção-quarto. Fui para o chuveiro e mesmo com a bola
não achei uma posição confortável. A meia-noite tive vontade de fazer força,
era a fase expulsiva se iniciando. Perda do tampão mucoso. Contrações cada vez
mais fortes, e eu aprendendo à aceita-las.
A Mari ficou o tempo todo comigo e me dizia para chama-las, que eram elas (contrações) que trariam o Be pra mim. Novo toque e 10 com, dilatação total! Fui para a banqueta de parto, depois para a cama de 4 apoios, mas nenhuma posição era confortável. Nessa hora o Dr. Juliano foi chamado. A cada contração, eu esmagava a mão do Everton, que o tempo todo me deu apoio, mesmo se sentindo um pouco deslocado em meio ao processo. Mal sabia ele a importância para mim da sua presença ali, sua participação na vinda do nosso pequeno ao mundo!
Já era quase 2 horas da manhã, e eu podia sentir a cabeça dele no canal de parto. Empelicado! Ele nasceria dentro da bolsa! Como a progressão do expulsivo começou a parar, decidimos por romper a bolsa e mais algumas contrações, na banqueta de parto, senti o famoso círculo de fogo e conheci a partolândia. Não vi mais ninguém no quarto (depois que notei a presença de enfermeiras assistindo o parto normal que é raridade rsrsrs) e às 2h09 o mais esperado chegou! Foi direto para o meu colo, com o papai atrás de mim, e ali ficamos em êxtase abraçados! ‘Nosso pequeno nasceu! Nosso Bernardinho!’, o Everton falava no meu ouvido.
O cordão foi cortado
quando parou de pulsar e enquanto ele recebia alguns cuidados no berço aquecido
(sem aspiração e nitrato de prata, à nosso pedido) minhas pequeninas
lacerações, duas, foram suturadas. Nesse momento não existia mais dor, tudo foi
embora. Minutos depois, nasce a placenta. Peguei meu pequeno no colo,
aconcheguei, namorei, e ele mamou por mais de uma hora.
Sensação de dever
cumprido, de respeito pelo nascimento, de gratidão por tudo o que havia
acontecido antes, durante a após o parto. Agradeço imensamente as pessoas
lindas que me apoiaram: Honi, Mari, Juliano, Everton... Não cheguei ao plano D
– cesárea- e nem o plano C foi necessário – indução e digo depois de me
empoderar muito: pré-eclâmpsia, desde que bem assistida, não significa cesárea!.
O Bernardo chegou no seu tempo, em um ambiente cheio de ocitocina, pouca luz,
quentinho, como todos os anjos deveriam ser recebidos!"
Segue o relato escrito por ela:
"Em fevereiro, quando descobri que estava grávida, não me passou outra coisa pela cabeça senão: ‘dessa vez o parto será normal’. E eu sabia que teria que lutar muito por isso. Com 28 semanas, mudei de GO, após ouvir dele: ‘eu não faço essas coisas (parto humanizado) e você já tem a cicatriz da cesárea, podemos aproveita-la’.
Na primeira consulta com o novo GO fiquei muito feliz com o apoio total ao parto humanizado, já que eu havia conversado a enfermeira obstetra Honi e a doula Mari e sabia que teria uma equipe maravilhosa para me acompanhar. Final da consulta. Aferição da PA: 160/110mmhg. Bateria de exames. Proteinúria alta. Meu plano A acabava de ir por terra: o parto domiciliar. O diagnóstico de pré-eclâmpsia me assustou muito no início, pelo fato de ter lido muito sobre hipertensão na gestação e indicação na maioria dos casos era interrupção com 37 semanas. Mas algo sempre me dizia que tudo daria certo.
Com 36 semanas, fiquei 3 dias internada para monitorar a PA, que se manteve 14/9 com medicação. As próximas semanas se tornaram uma tortura, pois se a qualquer momento a pressão subisse acima desse valor, seria novo internamento+cesárea. Tudo se manteve sob controle até 39 semanas e foi quando a proteinúria aumentou muito. Naquela sexta-feira, com 39+3, eu havia decidido juntamente com a equipe induzir o PN, mesmo meu GO sempre insistindo que seria um procedimento arriscado. Seria iniciada a indução no sábado, com a preparação mecânica do colo.
No sábado quando acordei, algo me dizia que deveria esperar, e seguindo minha intuição, remarquei para segunda. Passei o final de semana torcendo para que se iniciasse o PN sem nenhuma intervenção, e nada de contrações. Plano B por terra também: PN sem indução. Antes de por a sonda, um toque foi realizado e 3cm de dilatação constatado!! Era o Bernardo dando sinal de que a hora estava chegando! A sonda foi colocada mesmo sem expectativa que iria dar certo (na verdade ela é colocada para alcançar 3cm). E realmente não deu certo!! (ufa) Não precisou dela... Na terça a noite, com 40 semanas completas, novo toque pela Honi em casa e para nossa surpresa:
Com ‘calma’ (se é que a ansiedade permitia) nos preparamos, eu e o Everton, e fomos para o hospital às 22h30. A Julinha ficou com a vó
| Honi e Márcia (com 8cm!!) na recepção do hospital |
| Movimentos com o quadril |
| Pai presente ajudando sua esposa |
A Mari ficou o tempo todo comigo e me dizia para chama-las, que eram elas (contrações) que trariam o Be pra mim. Novo toque e 10 com, dilatação total! Fui para a banqueta de parto, depois para a cama de 4 apoios, mas nenhuma posição era confortável. Nessa hora o Dr. Juliano foi chamado. A cada contração, eu esmagava a mão do Everton, que o tempo todo me deu apoio, mesmo se sentindo um pouco deslocado em meio ao processo. Mal sabia ele a importância para mim da sua presença ali, sua participação na vinda do nosso pequeno ao mundo!
Já era quase 2 horas da manhã, e eu podia sentir a cabeça dele no canal de parto. Empelicado! Ele nasceria dentro da bolsa! Como a progressão do expulsivo começou a parar, decidimos por romper a bolsa e mais algumas contrações, na banqueta de parto, senti o famoso círculo de fogo e conheci a partolândia. Não vi mais ninguém no quarto (depois que notei a presença de enfermeiras assistindo o parto normal que é raridade rsrsrs) e às 2h09 o mais esperado chegou! Foi direto para o meu colo, com o papai atrás de mim, e ali ficamos em êxtase abraçados! ‘Nosso pequeno nasceu! Nosso Bernardinho!’, o Everton falava no meu ouvido.
| Cabecinha do Bernardo já estava de fora, Dr. Juliano e Honielly aguardando a próxima contração para segurá-lo |
| Momento SAGRADO de imprinting, reconhecimento... |
| Primeira mamada do lindinho |
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Nascimento do Blog!
Passei muito tempo "ensaiando" pra criar esse blog. Sou fisioterapeuta (no momento atuando como professora universitária), sou doula, acabo de entrar num mestrado, sou mãe e sou esposa!Minha vida já é corrida o suficiente sem um blog, e não queria me comprometer e depois abandonar o trabalho pela metade.
Mas no curso de gestantes que coordeno aqui na cidade (quer saber mais? clique aqui) sempre temos gestantes novas chegando, e toda vez eu me via repetindo as mesmas coisas, encaminhando os mesmos textos.
Então, achei bom reunir essas informações em um só lugar, e facilitar a vida de todo mundo (minha e das gravidinhas!). Assim, outras gestantes que não sejam aqui de Cascavel também poderão consultar esse material e conhecer mais sobre nosso trabalho!
A ideia de Humanização do Parto aqui na minha cidade ainda não tem sido muito aceita pela maioria dos médicos, que, em geral, prefere intervir no processo do nascimento pra "garantir mais segurança pra mãe".
Na minha opinião, o que pode reverter esse quadro é o aumento de gestantes que estão se informando, e tomando pra si as decisões acerca da gestação e do parto. Por que não? Afinal, gestante informada é gestante segura.
Por tudo isso (e mais, que vou postando aos poucos!), desejo a todas as gravidinhas que nos lêem que APROVEITEM todo o conteúdo! Fiquem à vontade pra sugerir, questionar, criticar...
Afinal, TODA GESTANTE MERECE UMA DOULA!
Mas no curso de gestantes que coordeno aqui na cidade (quer saber mais? clique aqui) sempre temos gestantes novas chegando, e toda vez eu me via repetindo as mesmas coisas, encaminhando os mesmos textos.
Então, achei bom reunir essas informações em um só lugar, e facilitar a vida de todo mundo (minha e das gravidinhas!). Assim, outras gestantes que não sejam aqui de Cascavel também poderão consultar esse material e conhecer mais sobre nosso trabalho!
A ideia de Humanização do Parto aqui na minha cidade ainda não tem sido muito aceita pela maioria dos médicos, que, em geral, prefere intervir no processo do nascimento pra "garantir mais segurança pra mãe".
Na minha opinião, o que pode reverter esse quadro é o aumento de gestantes que estão se informando, e tomando pra si as decisões acerca da gestação e do parto. Por que não? Afinal, gestante informada é gestante segura.
Por tudo isso (e mais, que vou postando aos poucos!), desejo a todas as gravidinhas que nos lêem que APROVEITEM todo o conteúdo! Fiquem à vontade pra sugerir, questionar, criticar...
Afinal, TODA GESTANTE MERECE UMA DOULA!
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